
" Para que tanto consumismo? Para que uma família ter vários automóveis - aumentando a poluição atmosférica. Para que ostentar um padrão de vida muito acima de vários extratos sociais, promovendo a matança de animais a fim de ser produzido o couro que faz o calçado das madames; a derrubada de árvores para obtenção de madeira, que gera os móveis “finos”; a exploração dos miseráveis com salários irrisórios para gerar os produtos almejados pelas classes mais abastadas. Para que isso tudo, quando sabemos que o desenvolvimentismo gera, além de problemas ambientais, vários desequilíbrios no comportamento coletivo, como os casos de violência que rotineiramente nos deparamos ou assistimos nos noticiários por indivíduos insatisfeitos com sua condição financeira.
Será mesmo que existe fome no mundo por falta de alimentos? Sabemos que não. O capitalismo nega alimento aos famintos para sustentar o mecanismo da oferta e procura, e dessa forma, mover a estrutura econômica atual. Enquanto uns morrem de fome, há simultaneamente no mundo, uma epidemia de obesidade e animais são sacrificados de maneira covarde nas fazendas industriais.
Talvez, como dialoga o filosofo australiano – Peter Singer, entrevistado pela revista Veja de 21 de janeiro de 2007, os valores morais das sociedades devam ser revistos. É necessário que rediscutamos o que é certo e o que é errado. É preciso estabelecer, e fazer funcionar, novos valores éticos para a coletividade - valores mais pragmáticos e incisivos. Pequenas infrações, as quais não são dadas as devidas importâncias, devem ser orientadas e castigadas para que um pequeno erro na educação das pessoas não se transforme num problema mundial.
Como já foi dito diversas vezes, todavia não foi praticado, é preciso que façamos nossa parte para mudar o mundo. Estamos em meio a um colapso ambiental, social e numa crise de valores. Ou paramos de tratar certas idéias como "ingênuas e utópicas", ou entramos no fim dos tempos. Que façamos a escolha certa. "
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